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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

POR QUE COMER MUITO RÁPIDO FAZ MAL À SAÚDE?


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A mastigação é a primeira etapa da digestão, e sua função é triturar o alimento, de modo que se misture com a saliva. Quando você come rápido, essa primeira etapa é prejudicada, pois os alimentos não são bem mastigados e a saliva não consegue realizar sua função por completo, prejudicando as outras etapas da digestão.

Alguns profissionais afirmam que o correto é mastigar o alimento cerca de 30 vezes, até formar uma pasta dentro da boca, para então poder engolir. 

Um dos problemas de se comer rápido é o ganho de peso, pois o cérebro demora 20 minutos para perceber que o estômago está cheio. Logo, se você come rápido, acaba ingerindo grandes quantidades de comida antes de seu cérebro perceber que as porções de alimento ingeridas já são suficientes.  

O resultado disso é que seu corpo acaba recebendo mais calorias do que o necessários, e aquilo que não usa é "guardado" sob a forma de gordura, e então você pode engordar.

Por outro lado, ao comer devagar, seu cérebro ganha tempo para perceber quando é o momento certo de parar, disparando o alarme da saciedade no momento correto, não passando dos limites e não recebendo mais calorias do que precisa.

Quando comemos muito rapido a digestão de alguns nutrientes, como as proteínas, podem ser prejudicados. Se você é acostumado a comer muitas proteínas e muito rápido, você pode sofrer com flatulências e outros problemas digestivos. Pois a proteína que não é digerida corretamente apodrece no intestino grosso, levando a produção de gases, como o sulfeto de hidrogênio.


Existem dicas para ajudar você a comer devagar:



  • Evite conversar sobre assuntos estressantes no momento das refeições;

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  • Não assista TV durante as refeições;

  • Coma de 3 em 3 horas;

  • Sempre coloque os talheres no prato entre cada garfada - ajuda seu cérebro a perceber mais facilmente o momento certo de dar o alarme da saciedade;

  • Mastigue bem e sinta o sabor dos alimentos.
Podemos então ver a importância de não devorar os alimentos tão rapidamente. Esperamos que vocês aproveitem e sigam todas as dicas que foram dadas!

Maysa Koster e Weslley Petyk




quinta-feira, 20 de abril de 2017

Bichectomia: A "queridinha" do momento!

Que mulher que nunca sonhou em alcançar os rostos finos e desenhados como de Angelina Jolie, Megan Fox, Kim Kardashian ou a nossa brasileira Ludmilla?
Se engana quem acha que as bochechas diminuídas das famosas é fruto de uma genética sortuda.
Na verdade, trata-se da cirurgia mais comentada dos últimos tempos, a bichectomia, que vêm fazendo a cabeça das famosas e cada vez mais vai tomando espaço nas clínicas odontológicas.
Considerada um procedimento rápido e simples, consiste na remoção cirúrgica da estrutura chamada Bola de Bichat, uma gordura localizada na face que possui o formato piramidal, cujo tamanho varia conforme a idade da pessoa, reduzindo o tamanho das bochechas e afinando o rosto, consequentemente destacando as maçãs do rosto. A cirurgia tem uma duração média de aproximadamente 40 minutos e os resultados podem ser vistos a partir da terceira semana pós-operatório.


Inicialmente, a bichectomia era indicada para casos em que a bola de bichat era proeminente, reduzindo o corredor bucal,e levando a pessoa a morder a mucosa jugal repetidamente, lesionando a mesma. Porém, com o aumento do interesse e valorização do padrão de beleza em rostos finos, a bichectomia está se tornando cada vez mais frequente para fins estéticos, trazendo auto-estima e confiança para os pacientes.



Mesmo considerado um procedimento simples há sempre riscos envolvidos, dentre os riscos da cirurgia está os sangramentos e rompimento de algum vaso,assimetria facial, lesão de nervos faciais e ducto parotídeo. O médico tem de ter extremo cuidado, pois um corte acidental no ducto parotídeo, nos vasos sanguíneos ou nos nervos pode levar à perda de movimentos. Por isso é necessária a avaliação e aprovação de um profissional especialista na remoção.

Durante o pós-operatório também há cuidados que devem ser tomados como evitar grandes esforços como atividades físicas, práticas esportivas e academia, não tomar sol durante o período de sete dias, tomar a medicação corretamente prescrita, aplicar bastante gelo para evitar qualquer tipo de inchaço, evitar a ingestão de alimentos muito duros pelo período mínimo de 48 horas e dar preferência a alimentos gelados.


Lembre-se que se trata de um procedimento definitivo, portanto, antes de qualquer escolha, procure sempre um profissional qualificado e faça sua avaliação e tire suas dúvidas e boa sorte!

Andressa Mioto Stabile e Kamilla Espin de Souza

FONTES:

domingo, 24 de julho de 2016

Coluna Científica


Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad)



Boa tarde, pessoal! Como vocês estão?
No dia 26/07/2016, o PGO juntamente com o grupo PET-Odontologia estará realizando mais um evento!
Neste evento, contaremos com a presença de duas acadêmicas da Odontologia, que participaram do PROGRAMA NACIONAL DE COOPERAÇÃO ACADÊMICA (PROCAD). Elas dividirão com os demais alunos da graduação, pós-graduação e residentes as suas experiências na FOP-Unicamp dentro desse programa!

Laíse Midori Tokubo
5º ANO (esquerda) e Larissa Ishizu 
3º ANO (direita)




Mas qual é o OBJETIVO do PROCAD?
È promover a formação de recursos humanos de alto nível, nas diversas áreas do conhecimento, através de projetos conjuntos de pesquisa de média duração. Intensificar, também, o intercâmbio científico no país, por intermédio do envolvimento de equipes acadêmicas de diversas instituições de ensino superior e de pesquisa brasileiras, criando condições para a elevação geral da qualidade do ensino superior e da pós-graduação.
E os objetivos específicos são:

-Promover a consolidação de Programas de Pós-Graduação;

-Estimular a interação científico-acadêmica de modo a constituir redes de cooperação;

-Estimular novas linhas de pesquisa dentro dos Programas de Pós-Graduação participantes da cooperação;

-Contribuir para o equilíbrio regional da pós-graduação brasileira;

-Ampliar a formação de mestres e doutores e a produção científico-acadêmica;

-Apoiar o desenvolvimento de projetos de pesquisa;

-Promover a mobilidade de docentes, de discentes de pós-graduação e de discentes de graduação entre as equipes de pesquisa envolvidas no projeto.


Como funciona?

Os projetos serão apoiados por meio do financiamento de missões de estudo, missões de docência e pesquisa e estágio pós-doutoral. As missões devem ser planejadas de modo a assegurar a implementação das ações necessárias, destinadas a facilitar e possibilitar a interação entre as equipes, consolidando, desse modo, as redes de cooperação.
Bem interessante não é!?! Convidamos toda a comunidade acadêmica para prestigiar nossas colegas!
Fiquem atentos ao dia e ao horário!

Esperamos vocês!!!

Samuel Kaik A. Lima e Tatiani Just


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Coluna Científica

Atendimento Odontológico ao Paciente Autista

Olá pessoal, baseados na revisão acima, hoje nós do PET Odonto iremos abordar sobre o atendimento a pacientes autistas. Cada ser é único e deve ser tratado de acordo com sua individualidade, por isso devemos conhecer características comuns a esse grupo especial. A partir daí podemos adaptar e personalizar o atendimento de forma a proporcionar o melhor atendimento.

O autismo é caracterizado como uma alteração no desenvolvimento mental e emocional, é de difícil diagnóstico e ainda incurável. Seu diagnóstico ocorre, em sua maioria, na infância e é bastante comum na população (1 a cada 333 nascimentos). 
Sua etiologia ainda é desconhecida,  no entanto algumas teorias especulativas apontam para lesão cerebral, afasia do desenvolvimento, condições genéticas ou até mesmo déficit no sistema de ativação reticular.


O espectro autista é grande. A maioria das crianças autistas não apresentam déficits em todas as áreas de desenvolvimento. Entretanto, como alguns sintomas podem mudar ou mesmo desaparecer com o tempo, existe a necessidade de reavaliação periódica e ajuste do tratamento às suas diferentes necessidades.
            
A alta prevalência de cárie e doença periodontal nos pacientes autistas ocorre devido a dieta cariogênica e dificuldades na higiene bucal comum. Por isso, É MUITO IMPORTANTE ATENDIMENTO PREVENTIVO! O que diferencia o atendimento destes pacientes é o controle do comportamento durante as consultas, considerando as suas principais limitações: a ausência de estabelecimento de contato visual, a dificuldade de comunicação verbal ou não verbal e o comportamento atípico.

Nesta imagem podemos observar algumas situações que podem desencadear um comportamento negativo do autista:



De maneira geral, devemos realizar consultas que tenham sempre a MESMA SEQUÊNCIA, que EVITEM BARULHOS, como do micromotor, e que RESPEITE OS LIMITES DIÁRIOS DO PACIENTE.


Uma profissional que fez e ainda faz a diferença no atendimento odontológico a esses pacientes em questão é a Dentista Adriana Gledys Zink, ela  é conhecida como “encantadora de Autistas”. Quando precisa de atendimento odontológico (mesmo que seja uma simples limpeza), a maioria dos pacientes são internados em um hospital para receber anestesia geral. Ela decidiu tentar fazer diferente. Passou a frequentar reuniões de famílias de autistas, estudou os métodos de aprendizagem disponíveis e conseguiu adaptar algumas técnicas para a odontologia. Um método de aprendizado usado pelas famílias de autistas é o Sistema de Comunicação por Troca de Figuras (Pecs, na sigla em inglês), no qual por meio de figuras, a criança aprende a comunicar suas necessidades e a entender que uma atividade acabou e outra vai começar. A Dra. Adriana Gleyds Zink criou Pecs específicos para a odontologia. É assim que ela apresenta a máscara, a cadeira, o chuveirinho, etc. Às vezes, precisa de quatro sessões só para conseguir convencer o paciente a sentar-se na cadeira. Quando isso não é possível e o procedimento necessário é simples, ela atende a criança no chão.

Adriana e Juca no consultório montado na quadra da escola de samba Unidos de Vila Maria. Brinquedos a ajudam a estabelecer contato visual com os autistas

Muito legal a iniciativa da Dra. Adriana Gledys Zink, não é?! O cirurgião dentista sempre deve buscar um aprimoramento para atuar com os mais diversos pacientes, como por exemplo, os autistas, visto que esses possuem necessidade desse atendimento tanto quanto outros pacientes e muitas vezes possuem até mesmo uma necessidade maior, levando em conta suas dificuldades de higienização e também vulnerabilidades para determinadas doenças, como já citamos anteriormente.

Esperamos que este post tenha despertado um interesse maior de todos vocês sobre o assunto e que tenha esclarecido algumas dúvidas. Até a próxima pessoal!

Giullia Collet e Samuel Kaik A Lima



quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Flúor, mocinho ou vilão?

Olá pessoal, vocês sabiam que a fluoretação das águas de abastecimento público
representa uma das principais e mais importantes medidas de saúde pública no controle
da cárie dentária?
 Mas qual é o mecanismo de ação do flúor? Será que o flúor em excesso pode
causar algum dano para a saúde? Onde podemos encontrá-lo?
O objetivo do post de hoje é responder algumas perguntas como estas e salientar
o quão importante é a utilização desse elemento químico na prática odontológica.
O uso do flúor, em concentrações adequadas, tem sido o grande responsável
pelo controle do desenvolvimento da doença cárie. Focar as medidas preventivas no
uso isolado de flúor, sem um controle dos demais fatores necessários para que a doença
cárie se desenvolva, não é suficiente, uma vez que isoladamente o flúor não impede o
desenvolvimento da cárie.
Apesar do flúor não ser capaz de interferir na formação de placa e na
transformação do açúcar em ácidos, fatores responsáveis pelo início da doença, ele é de
fundamental importância para reduzir sua evolução e prevenir sua ocorrência.
http://www.clinicamaisodonto.com.br/Site%20Novo/inicio/img/servicos/aplicacao-de-fluor.jpg
Pesquisas sobre o uso de flúor na prevenção da cárie dentária vem sendo conduzida desde o início do século XX e o mesmo é atualmente utilizado de forma difusa em todo o mundo.
A ação preventiva do flúor ocorre através dos três mecanismos a seguir:
  • Ele diminui a solubilidade do esmalte em ácido, convertendo a hidroxiapatita em fluorhidroxiapatita/fluorapatita.
  • Incorpora à placa e reduz a capacidade de produção de ácidos pelos organismos da placa.
  • Promove a remineralização do esmalte em áreas que foram desmineralizadas por ácidos.
Dos mecanismos acima, a ação da remineralização do flúor é a mais importante e requer cálcio e fosfato originários da saliva, além do flúor fornecido durante períodos mais longos.
Mais importante do que ter flúor incorporado à estrutura mineral do dente, é te-lo disponível na cavidade bucal, para ser incorporado à estrutura mineral do dente quando esta ocorrendo a dissolução do mineral como conseqüência do processo carioso.
C:\Users\dm4\Desktop\Presentation2.jpg
O flúor pode ser utilizado de forma tópica ou sistêmica, e é a forma sistêmica que garante a disponibilidade do mesmo na cavidade bucal. O flúor sistêmico pode ser adquirido pelos seguintes meios:
  • Água fluoretada;
  • Suplementos de flúor;
  • Cremes dentais fluoretados;
  • Alimentos e bebidas.
Dentre esses meios, o mais relevante é a água fluoretada. É lei: toda cidade com estação de tratamento de água deve agregar fluoreto na sua água (Lei Federal 6.050, de 24/05/74). A importância dessa medida fica clara quando observamos que a prevalência de cárie é menor em cidades com água fluoretada em comparação com aquelas sem fluoretação. Ocorre também um efeito halo, onde produtos industrializados produzidos com água fluoretada das cidades sede da indústria são exportados para cidades onde não há fluoretação.
C:\Users\dm4\Desktop\fluor\Slide2.JPG

O flúor utilizado de maneira correta, em baixas concentrações, não causa prejuízos á saúde. Porém ingerir altas concentrações de flúor pode causar eventos de toxidade aguda acarretando em problemas gastrointestinais, neurológicos e cardiovasculares. Mas fique tranquilo! Para isso acontecer é preciso que se ingira 5mg de flúor por kg, o que não é comum, não é mesmo?
Na verdade estamos mais sujeitos a toxidade crônica do flúor (utilização de pequenas doses por um longo período de tempo) que pode acarretar em fluorose dentária que são pequenas manchas esbranquiçadas.
Portanto, o uso consciente do flúor, seja através das águas, cremes dentais e outros meios é indicado e seguro! Essa prática trás um beneficio muito relevante na prevenção da cárie e controle de sua evolução em casos em que não foi possível impedi-la.
Até a próxima pessoal!
Claudio Freire, Daniele Menegassi e Lafayette Grenier

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Coluna Científica

Resinas Compostas BULK FILL

Olá pessoal, na coluna científica dessa semana vamos falar sobre um assunto que foi tema do Seminário Odontológico das Petianas Natália Kido e Amanda Mazuquini, e que vale a pena ser compartilhado com todos vocês.

O assunto de hoje é sobre um novo grupo de materiais, denominados de “Bulk Fill” que nada mais são que resinas compostas que podem ser utilizadas em uma única camada de 4 mm de espessura. Uma das grandes preocupações da Odontologia, desde seu início, foi a de encontrar um material restaurador que, além de restabelecer a função do elemento dental, apresentasse adequada resistência à abrasão, boa adaptação marginal, biocompatibilidade e que reproduzisse a cor natural dos dentes. E assim surgiu as resinas compostas, que atendiam a todos esses requisitos. Porém durante a contração de polimerização da resina composta podem ocorrer algumas falhas como: falhas na interface dente-restauração, com a formação de fendas marginais e posterior microinfiltração, aparecimento de cáries secundárias, degradação marginal da resina composta,fraturas coesivas no esmalte, além da sensibilidade pós operatoria. Para tentar minimizar essas falhas surgiram algumas técnicas, como por exemplo, a técnica dos incrementos, amplamente utilizada atualmente, em que a resina é colocada na cavidade em pequenos incrementos que são pouco a pouco polimerizados. Em 2004 surgiram as novas resinas, denominadas “bulk fill” que prometiam realizar a restauração em um único incremento.

O que mudou da resina composta comum para a Bulk Fill?

1. Moduladores de polimerização: são substâncias químicas adicionadas nas resinas compostas que conseguem diminuir ou fazer com que as tensões geradas pela polimerização ocorram de modo mais controlado, evitando que o stress gerado seja liberado de uma só vez, minimizando os danos.

2. Fotoiniciadores específicos: alguns fabricantes informam o uso de fotoiniciadores com maior e melhor sensibilidade à ação da luz do aparelho fotoativador. A fotopolimerização varia de 10-20 segundos dependendo da marca. Mesmo assim, não há redução no índice de polimerização, ou seja, todo o incremento resinoso sofre polimerização.
3. Aumento de translucidez: com isso, a luz passa mais facilmente pela resina e consegue atingir áreas mais profundas.
4. Partículas de carga alteradas: alguns tipos de partículas de carga modificadas estão sendo usadas tanto para facilitar a passagem da luz quanto minimizar a tensão gerada pela contração de polimerização. Alguns fabricantes citam o uso de partículas de carga que funcionariam como “molas microscópicas” que minimiza os efeitos negativos da contração. 
Vantagens: Contração e tempo clínico reduzidos(excelente recurso para a odontopediatria, a odontogeriatria, pacientes especiais), melhor qualidade da restauração, custo acessível, baixa tensão de contração de polimerização, permite devolver de uma única vez o volume total da dentina ou do esmalte e possui propriedades mecânicas que a tornem passível de receber cargas mastigatória de modo direto ou indireto.

Desvantagens: A desvantagem é a carência de estudos com grande follow up, ou seja o sucesso da bulk fill só sera confirmado daqui alguns anos, com estudos que mostrem acompanhamentos maiores.





Bom, é isso galera! Esperamos que tenham gostado do tema de hoje. Deixem comentários com suas opiniões sobre o assunto, isso pode enriquecer ainda mais esse post e quem sabe gerar discussões com assuntos pertinentes para publicações futuras.  

Tatiani Justt, Andressa Mioto e Murilo Pimenta


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Coluna cientifica

Olá pessoal Vamos falar da SAÚDE DO IDOSO?

O Brasil está  por um processo de envelhecimento populacional rápido e intenso, tanto que a expectativa de vida do brasileiro continuará aumentando nas próximas décadas. Por isso, há a necessidade de se proporcionar maior qualidade de vida ao segmento idoso da população, enfocando os aspectos físico, social e psicológico. Dentro dessa realidade, o estado de saúde bucal dos idosos tem adquirido maior importância nas últimas décadas.

Sendo assim o nosso enfoque de hoje será na ODONTOGERIATRIA, enfatizando o cuidado bucal da população idosa, especificamente do atendimento preventivo e curativo de pacientes com doenças ou condições de caráter sistêmico e cronico associados a problemas fisiológicos, físicos ou patológicos.

O papel da odontologia em relação a essa faixa populacional é o de manter os paciente em condições de saúde bucal que não comprometam a alimentação normal, nem tenham repercussões negativas sobre a saúde geral e sobre o estado psicológico do indivíduo. Algumas enfermidades comuns ao paciente idoso podem ter manifestações bucais, alguns exemplos são: câncer, artrite, diabetes e Mal de Parkinson ( esse último faz com que o paciente não tenha coordenação motora para higienização adequada dos dentes), sendo assim, a visita ao Cirurgião Dentista é de extrema importância.

Algumas alterações odontológicas que podem ser encontradas em pacientes idosos:

-Redução da capacidade gustativa
A redução da capacidade gustativa associada ao doce, salgado, amargo e ácido é verificada a partir dos cinqüenta anos e atinge cerca de 80% dos pacientes idosos. A gustação sofre alterações com o avanço da idade porque o número de botões gustativos na papila diminui significativamente, principalmente após os setenta anos

-Alterações nas glândulas salivares / xerostomia
A saliva ajuda na proteção dos tecidos bucais, lubrificando a mucosa, prevenindo a desmineralização e promovendo a remineralização dos dentes
Com o envelhecimento, as glândulas salivares sofrem um processo de degeneração avançada, provocando a diminuição da quantidade e viscosidade da saliva secretada, especialmente em repouso

-Alterações no periodonto
Por volta dos quarenta anos de idade, inicia-se um processo lento e progressivo de rarefação óssea, que resulta, eventualmente, no desenvolvimento de osteoporose senil, caracterizada pela redução da densidade óssea e perda do conteúdo mineral deste tecido

-Alterações nos dentes/uso de próteses
Dos problemas bucais existentes no paciente da terceira idade, a perda de dentes é um dos mais freqüentes. Em decorrência disso, a reabilitação protética torna-se fator importante para o restabelecimento das condições bucais ideais do paciente. A perda da dentição permanente influenciará na mastigação e, conseqüentemente, na digestão, bem como na gustação, na pronúncia e na estética.

Nosso curso oferece, para pacientes a partir de 60 anos de idade, da cidade de Maringá ou região,  tratamento gratuito ( exceto confecção de PPR - prótese parcial removível, com custo laboratorial) sendo feita uma avaliação clínica e executados o tratamento desejado. Caso seja necessário, os pacientes serão encaminhados pra realizar tratamentos mais complexos como implantes.

O projeto: Saúde Bucal para Idosos acontece toda segunda-feira, das 17:00 às 19:00 horas, no DOD ( Departamento de Odontologia).
Pra ser atendido precisa deixar o nome na lista de interessados ligando na  UNATI (Universidade Aberta a Terceira Idade). Telefone para contato -  3011-8995

Aproveitem essa oportunidade! Venham conhecer esse belíssimo trabalho!!! Todos serão bem vindos!!








Autores: Andressa Mioto, Fernanda Petri e Samuel Kaik A Lima

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Coluna Científica

ATENDIMENTO AO PACIENTE RECÉM-NASCIDO

ExameOral2

Olá pessoal, na coluna científica desta semana iremos falar sobre o atendimento odontológico do paciente recém-nascido. Quando a mulher encontra-se grávida surgem muitas dúvidas e ansiedade aos pais da criança, ainda mais quando se trata do primeiro filho. E um dos primeiros vínculos mãe e filho é o aleitamento materno, o qual é fundamental para o bebê desenvolver os primeiros estímulos das estruturas orais (ATM – Articulação Temporomandibuar, língua, bochechas, diversos ossos e músculos), fazendo com que fortaleçam e sincronizem as ações de sucção, deglutição e respiração nasal. Para avaliação e orientação os pais e responsáveis do recém-nascido devem procurar um profissional especializado, o odontopediatra, que fornecerá exames detalhados que proverá a saúde oral e maior qualidade de vida ao bebê.

Baseando-se nos dados do blog da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) onde a Dra. Dóris Rocha Ruiz é umas das redatoras e usamos dados do post dela para reescrever este texto (https://comunidadespsp.wordpress.com/2015/05/05/atendimento-odontologico-ao-recem-nascido/).

A cavidade oral do recém-nascido tem algumas características exclusivas, no qual algumas podem ser consideradas totalmente normais, que ao logo do tempo se modificaram em estruturas permanentes ou desapareceram. Mas no entanto, algumas dessas alterações requer atenção odontológica, pois pode tratar-se de cistos, tumores, lesões de tecido mole causadas por bactérias, fungos e vírus. Outra estrutura que deve ser observada e acompanhada pelo odontopediatra, são os frênulos de língua e os de lábios (tanto superiores como inferiores), pois caso haja alguma alteração pode prejudicar o momento do aleitamento e posteriormente acometer a mastigação e fonética da criança.

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O tratamento e manuseio dos pacientes recém-nascidos são ações direcionadas a educação e prevenção para a promoção de saúde oral, além de monitoramento dos arcos dentários e desenvolvimento orofacial, que devem sempre favorecer a estética e a função. E o mais importante é sempre os pais fazerem um acompanhamento multiprofissional com o seu filho, além de odontopediatra, agir em conjunto com pediatra, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista e outras áreas caso houver necessidade para uma correta avaliação preventiva.

Para a área odontológica, a Dra. Dóris dá algumas orientações de prevenções:

1° - O leite materno é um alimento exclusivo: nutrição e conforto emocional ao bebê, deixar o bebê o mais sentado possível, pois aumenta a estimulação dos músculos da boca e facilita o movimento de sucção, para isso deve haver um vedamento total do lábio do bebê sobre a aréola mamária, que promoverá uma pressão para a ordenha do leite. Esta pressão esta totalmente relacionada com o exercício de respiração nasal, posicionamento correto da língua e estimulo do desenvolvimento das arcadas dentárias;

2° - Evitar uso de chupetas e mamadeiras: esses meios não são a melhor forma de desenvolver saudavelmente as estruturas orais do bebê, descritas na orientação acima, caso aleitamento mamário não seja possível, busque orientações com odontopediatras e pediatras;

3° - Higiene da boca sem dentes: o próprio leite materno fornece proteção a toda cavidade oral, além de ter um alto poder nutricional o leite materno fornece componentes protetores (linfócitos e anticorpos), mas a cavidade bucal sem dentes deve ser limpa regularmente como qualquer outra parte do corpo do bebê. O ideal é utilizar gaze embebecida com água envolvida no dedo indicador e limpar bochecha, fundo de vestíbulo, palato e língua. Isto é de extrema importância para criar hábitos de higiene bucal.


4° - Cuidados para evitar queda e traumas envolvendo a boca: medidas preventivas simples, ensinando familiares e babás a segurar o bebê de maneira firme e delicada ao mesmo tempo, evitar que crianças segure o bebê, certificar a segurança dos berços e banheiras, utilizar tapetes antiderrapantes; 

5° - Consultas preventiva regulares ao odontopediatra: quando levar seu bebê para primeira consulta ao odontopediatra, ele orientará qual o período ideal para as próximas consultas, é essencial a vista regular ao odontopediatra no momento do nascimento a adolescência.

Para mais informações acessar 

Larissa, Marcelo e Natália