sexta-feira, 7 de junho de 2013

Pacientes com artrite reumatoide precisam de avaliação oral atenta

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) avaliaram as consequências da artrite reumatoide (Ar) na articulação temporomandibular (ATM).
Artrite reumatoide é uma doença autoimune, causada pela agressão do sistema imunológico ao próprio organismo - neste caso, as articulações sinoviais são os principais alvos. O interior desse tipo de articulação é revestido pela membrana sinovial, que a artrite reumatoide se torna espessa e inflamada. A membrana passa, então, a produzir substâncias que comprometem as estruturas articulares podendo lesionar a cartilagem, o osso, ligamentos e tendões e resultar em deformidades e sequelas.
A amostra observada na pesquisa foi realizada com mulheres portadoras e não portadoras de (AR), foi realizado uma correlação dos resultados da avaliação orofacial com parâmetros funcionais, clínicos e de atividade da doença, bem como a força de mordida, com a força da mão.
O comprometimento ou não da ATM depende de fatores como a idade, tempo da doença, número de articulações com edema, presença de fator reumatoide ( anticorpo presente em cerca de 90% dos pacientes com AR) e resultado de exame de proteína C reativa e velocidade de hemossedimentação.
É comum que múltiplas articulações sejam comprometidas e não existe cura definitiva. O tratamento envolve medicações, injeções nas juntas inflamadas, fisioterapia e eventualmente cirurgias, a fim de conter o processo inflamatório e a progressão das lesões controlar a dor e as alterações das funções desempenhadas pelas várias regiões do corpo.

Portanto, deve-se atentar e avaliar de maneira cuidadosa a cavidade oral dos pacientes portadores de (AR), acompanhando-os e submetendo-os a medidas intervencionistas para melhor qualidade de vida.
José e Juliana

domingo, 26 de maio de 2013

Uma homenagem aos poemas do fb que andam em alta! Selecionamos alguns do http://www.facebook.com/poemadedentista?fref=ts para vocês:




Fernanda T.Brum e Letícia Citelli

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Cirurgiões dentistas podem ou não aplicar “Botox”?

Sim, desde que seu emprego seja para uso terapêutico. A Neurotoxina Botulínica, popularmente conhecida como “Botox” é uma substância produzida pelo microrganismo anaeróbio Clostridium botulinum que pode ser utilizada nos seguintes casos:

Estéticos

Sorriso gengival e assimétrico     

    
  

  Rugas frontais e da glabela


 







Linhas peri-orbitais (dinâmicas)















Terapêuticos

Hipertrofia de masseter










Sialorréia

 











Bruxismo










Disfunções temporomandibulares


Qual é seu mecanismo de ação?


Existem 7 tipos de Neurotoxina (de A à G) e a Tipo A é a mais utilizada. Esta bloqueia, temporariamente, a transmissão neuronal pela inibição da liberação de acetilcolina na junção neuromuscular em três passos:
1. Ligação da toxina aos terminais nervosos.
2. Internalização para o axônio e formação de complexos com proteínas neuronais.
3. Clivagem por enzimas proteolíticas internas, gerando subprodutos que paralisam a fusão das vesículas com a membrana plasmática, impedindo, dessa forma, a exocitose da acetilcolina. 



Para quem é contra indicado?

Menores de 12 anos
Grávidas ou lactantes
Portadores de doenças neuromusculares e neurodegenerativas 
Alérgicos à toxina
Pacientes que possuem expressões faciais exageradas





Quais as possíveis complicações?

Resistência do paciente (5%) pela produção de anticorpos que neutralizam a toxina
Potencialização com antibióticos aminoglicosídicos
Paralisia de músculos adjacentes 

O que a Lei diz?

Temos as seguintes regulamentações que referem-se ao uso na odontologia:

Inciso II do Artigo 6º da lei 5.081/66:

Compete ao Cirurgião-Dentista prescrever e aplicar especialidades farmacêuticas de uso interno e externo, indicadas em Odontologia


Resolução 112/2011 (Conselho Federal de Odontologia:

A utilização da toxina por Cirurgiões-Dentistas deve se restringir à finalidade terapêutica e proíbe sua utilização com finalidade estética.
Dessa, forma seu uso pé restrito, e a justificativa para isso, seria escassez de estudos de aplicabilidade odontológica do produto e ausência de uma regulamentação na formalização e padronização dos cursos de habilitação dos profissionais da odontologia.


Qual a penalidade caso o profissional violar a regulamentação?
Artigo 282 do Código Penal:

 O profissional que aplicar as referidas práticas corre o risco de responder criminalmente por exercício ilegal de tratamentos de cunho médico.
Condenação de 6 meses à 2 anos de reclusão e ainda multa se o crime for praticado com finalidade de lucro. 

A Neurotoxina Botulínica é uma substância pode servir como um método eficaz e valioso valor terapêutico em correções estéticas e em outras modalidades não-cosméticas da Odontologia, no entanto, sua liberação de cunho estético vem sofrendo restrições para as condutas odontológicas.  O preconceito da classe médica existe, no entanto, a padronização dos cursos de habilitação ajudaria na luta pelo uso mais abrangente em odontologia!




Larissa e Willian

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O mercado de trabalho na odontologia - dificuldades e facilidades



Olá pessoal! A postagem desta semana é referente a um assunto muito pensado e discutido em nossa área de trabalho. Resolvemos destacar um artigo que diz bem a respeito sobre as nossas dificuldades e facilidades encontradas em nossa formação.

A Odontologia Brasileira na atualidade requer um pouco de reflexão. Com um total de 157.716 mil cirurgiões-dentistas existentes no país, a lei da oferta e da procura está em desalinho. Ano após ano um número maior de profissionais oriundos das faculdades e universidades são despejados num mercado de trabalho já saturado, que não comporta o excessivo número de profissionais.
Para efeito de análise quantitativa, em dezembro de 1996, existiam 90 cursos de Odontologia, formando uma média de 8,5 mil profissionais/ano. Hoje este número saltou para 130 cursos, diplomando, em média, 11,2 mil profissionais/ano.
Há várias razões para justificar essa aglomeração de dentistas na região sudeste. Quando falamos na quantidade de escolas odontológicas pelo Brasil não é só a área odontológica que enfrenta esse problema. Na região sudeste também se encontram a maior parte das faculdades de todo o país. E como o padrão para todas as áreas os profissionais não podem mais apenas se formar e trabalhar a vida toda. O profissional de hoje precisa sempre estar se atualizando e caminhando junto com a tecnologia e por isso tem que estar, se não junto, sempre em contato com escolas e cursos.
Noutra forma de se pensar, há uma justificativa para tal concentração de profissionais na região dita saturada. Se obtivéssemos um gráfico da concentração de renda por região ou por estado, onde estaria concentrada a maior parte da renda do país? Esse é o outro lado da moeda, é lógico que onde se tem mais dinheiro, tenha também mais profissionais dispostos a trabalharem por isso. Quanto ao mercado nas outras regiões, há sim um número menor de profissionais por habitante, mas provavelmente a quantidade de pessoas que podem pagar por um tratamento de qualidade também é menor.
E ainda assim, há muitos municípios dentro dos estados da região sudeste carentes de dentistas. Entendendo a odontologia como uma empresa, o profissional não pode mais dar as mãos à sorte e abrir um “negócio” em qualquer lugar sem antes fazer uma pesquisa de mercado, traçar o perfil dos pacientes, enfim, traçar metas.
Continuando na mesma linha de raciocínio, pensando em odontologia como empresa e quando se fala em 5 primeiros anos é o que se tem para todas as empresas emergentes no mercado. No mercado empreendedor 5 anos é considerado o deadline das empresas. Isso significa que, se uma empresa consegue resistir aos 5 primeiros anos de funcionamento, caem mais da metade do risco de falência. Novamente as metas são importantes para que se possa ultrapassar essa então deadline.
Falando em salário, ganho financeiro, quanto é razoavelmente baixo? Receitas para um recém formado e recém empreendedor são realmente difíceis e deve-se estar preparado para para tempestades no orçamento, fluxo de caixa e dinheiro para poder ultrapassar estações ruins são vitais para qualquer empresa. Na odontologia oferecemos serviços, entre outras palavras, mão-de-obra. Lutamos contra o tempo e tempo é dinheiro. Sendo assim, nos deparamos com um teto de produção, que dependerá do seu estilo de vida desejado. Por mais que se possa subir o preço, o número de pacientes que poderão pagar por isso é inversamente proporcional. Então temos que nos preparar para empreender. MBA e administração são realmente úteis.


Montar um consultório é caro? O investimento é grande? Na verdade, o maior investimento já foi feito, formamos, compramos inúmeros materiais , kit acadêmico, fotopolimerizador, articulador semi-ajustável e isso nem é nada. E os anos de faculdade? Quatro, cinco, seis anos de estudos, esse sim foi o nosso maior investimento.


 Existem opções na rede pública,consultório próprio,carreira na saúde militar,gestão em saúde pública. 
Além disso, estudos divulgados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) salientam que o número mínimo aceitável de dentistas por habitante é de um para 1.200 habitantes.
Seriam necessários cerca de 100 mil cirurgiões-dentistas atuando no SUS para atender às necessidades de saúde bucal desses 120 milhões de habitantes excluídos. E o que temos hoje, em oferta através do SUS, em todo o Brasil, gira em torno de 25 mil cirurgiões-dentistas.Ou seja a saturação de dentistas é temporária enquanto o governo não investe na saúde bucal dos brasileiros,pois quando for necessário um boa cobertura de cirurgiões dentistas o mercado de trabalho para os dentistas sofrera uma grande melhora.


                                                                                                                        Murilo Pimenta e Alex Sandro

terça-feira, 16 de abril de 2013

COLUNA CIENTÍFICA - MUCOGRAFT

Olá Pessoal!!! A postagem de hoje é referente a um artigo que trás para nós informações recentes a repeito de um novo material que vem sendo utilizado como substituto a matriz de tecido conjuntivo. Este novo material é popularmente conhecido por Mucograft.

Trata-se de uma dupla camada de matriz derivada de tecido suíno, que tem como proposta substituir o enxerto de tecido mole em cirurgias mucogengivais, objetivando aumentar a largura de tecido queratinizado, cobrir defeitos gengivais e melhorar a cicatrização.

O artigo trás um estudo que tem como objetivo avaliar o uso da matriz de colágeno suíno associada a técnica de retalho posicionado coronalmente como alternativa para o uso de tecido conjuntivo mais retalho posicionado coronalmente no tratamento de recessões gengivais, visto que a técnica de enxerto de tecido conjuntivo apresenta algumas desvantagens como:

  • Procedimento de enxerto é demorado;
  • Elevada taxa de morbidade;
  • Desconforto;
  • Necessidade de um segundo sítio cirúrgico;
  • Hemorragia pós-operatória;
  • Fornecimento limitado de tecido doador;
Visto isso, técnicas cirúrgicas e novos materiais estão sendo desenvolvidos, e o Mucograft parece ser uma boa opção! Desta forma, aos interessados, vale a pena conferir este artigo na íntegra e as conclusões que ele trás!!

Até a próxima coluna científica blogueiros!!

Jéssica e Matheus

domingo, 7 de abril de 2013

HUMOR

Um pouco de humor com um "fundinho" de verdade.





Por Eliseo Jr. e Luisa Preis



segunda-feira, 1 de abril de 2013



Olá vestibulandos!


     Para quem não acompanha as estatísticas dos vestibulares, aqui vão os números do vestibular passado, realizado em dezembro de 2012:

     São 13 vagas para não-cotistas, 3 para cotistas e 4 para o Processo de Avaliação Seriada (PAS).
     A concorrência para não-cotistas foi de 35,4 candidatos por vaga e de 25,7 para os cotistas.
     Para serem aprovados, as pontuações dos candidatos não-cotistas foram de 324,5 para o 13º lugar e 424,5 para o 1º colocado. Já para os cotistas, o último colocado fez 288,0 pontos e o primeiro atingiu 358,5 pontos.

     E pra você que pretende prestar o vestibular de inverno da UEM nesse ano, fique atento! As inscrições se iniciam dia 1º de Abril de 2013 e vão até o dia 24 do mesmo mês!
     A taxa de inscrição será de R$110,00 e poderá ser paga até dois dias após o término das inscrições.

     Nunca prestou vestibular na UEM? Não se preocupe! Conheça mais sobre a prova logo abaixo:

     O vestibular da Universidade Estadual de Maringá é realizado em três dias, sendo que a prova do primeiro dia é de conhecimentos gerais, contendo 40 questões de alternativas múltiplas elaboradas na perspectiva interdisciplinar, envolvendo conteúdos referentes às seguintes matérias do ensino médio: Arte, Biologia, Filosofia, Física, Geografia, História, Matemática, Química e Sociologia. O conteúdo dessa prova será o mesmo para todos os candidatos aos cursos de graduação ofertados pela Universidade.
     A prova do segundo dia é de Língua Portuguesa e Literaturas em Língua Portuguesa, Língua Estrangeira e Redação. Lembrando que são 15 questões de alternativas múltiplas de Língua Portuguesa e Literaturas em Língua Portuguesa; 5 questões de alternativas múltiplas de Língua Estrangeira (Inglês, Francês ou Espanhol, de acordo com a opção indicada na ficha de inscrição) e a Redação variando de 2 a 4 gêneros textuais.      Houve alteração nos gêneros textuais e os que serão explorados nesse vestibular serão: Artigo de opinião, Carta de reclamação, Carta do leitor, Carta de solicitação, Notícia, Relato, Resposta argumentativa, Resposta interpretativa, Resumo e Texto instrucional.
     Encerrando com a prova de Conhecimentos Específicos, composta por 40 questões de alternativas múltiplas referentes a duas matérias, que no caso do curso de Odontologia é química e biologia.

     Lembrando que o curso de Odontologia oferece para seus calouros: uma semana de recepção para acolhe-los e informa-los sobre o decorrer dos cinco anos da graduação; uma gincana de integração, na qual os alunos arrecadam alimentos com um objetivo solidário; e um churrasco de integração para descontrair e enturmar todos os anos do curso, proporcionando um laço de amizade entre os graduandos.


Árthur F. Stefano e Leticia Citelli